segunda-feira, 11 de maio de 2009

Treinamento EcoEmpresarial: Comunicação não-verbal

Por: Aristides Faria

Em 2008 escrevi um dos capítulos do livro Diálogos. O texto recebeu o título de “Hospitalidade: meio para o fortalecimento da identidade e de vínculos emocionais”. Além de ser uma experiência única e que proporciona grande alegria, escrever parte de um material tão notável auxiliou-me a desenvolver algumas reflexões sobre a comunicação não-verbal e acerca do modo como nos relacionamos com o ambiente a nossa volta.

Sou morador de Santos, litoral paulista. Comercialmente, a atividade turística aqui na região data da terceira década dos anos de 1900. O artigo surgiu do seguinte pressuposto: uma criança de 10 anos de idade, que visitou a cidade em 1930, tem hoje 79 anos de idade. Provavelmente tem filhos e pela idade deve ter mais de dois, como é comum ao pessoal desta geração. Bem, estes, por sua vez, têm algo em torno de 40 ou 50 anos de idade e têm filhos. Assim, estas gerações criaram vínculos emocionais com nossa praia e os monumentos do lindo jardim de orla que existe aqui. Essa moçada se identifica com nossa cidade, com o perfume do mar estuarino e com as cores de nosso pôr de Sol.

É comum ouvir os mais idosos dizerem que passaram a infância por aqui. Os jovens paulistas de 20 ou 30 anos certamente têm passagens mais marcantes no Guarujá, na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, e nos litorais Sul e/ou Norte. Você imagina por que? Por conta da poluição das praias de Santos e São Vicente. Os índices de balneabilidade negativos afastaram os turistas e acabaram manchando a marca da cidade. Entretanto, nota-se que a identidade e os vínculos emocionais ficam.

As lembranças e o saudosismo parecem não serem desfeitos por conta de problemas ambientais. O mesmo acontece com a memória dos nadadores e remadores do Rio Tietê, na capital do Estado. As pessoas tendem a guardar em suas mentes as informações bacanas que viveram por aqui. Isso é muito bom para o planejador do turismo, pois abre um canal de comunicação em nível emocional. Vender a cidade, enquanto destino turístico, fica fácil, pois o apelo sentimental fala muito alto.
Viver o ambiente natural é isso. Sentir a temperatura, observar as cores e os ritmos da natureza, ouvir os sons da fauna e da flora, além de perceber a energia dos elementos naturais.

Aparentemente estas reflexões não têm muito a ver com os treinamentos empresariais ao ar livre, tema central de nossa coluna. Perceba, entretanto, que as referidas memórias, identidades e vínculos emocionais referem-se ao trabalho também. Um profissional com longa história em determinada empresa compartilha valores com a organização e seus colegas. Um vendedor identifica-se com a rotina de formação e gestão da carteira de clientes, um professor de universidade pública identifica-se com a segurança de seu emprego e um empreendedor identifica-se com o frio na barriga nosso de cada dia gerado pelas incertezas e desafios do mercado.

Vivenciar o ambiente natural em conjunto com os colegas de trabalho é uma experiência única e que abre um canal de comunicação não-verbal intenso entre as pessoas, elas consigo mesmas e entre estas e o mundo externo. Interessante notar como as pessoas demandam tempo para entrarem em sintonia com o “espaço” – urbano ou não – para, então, este tomar a conotação de “lugar”, repleto de sentido, significados.

Para conhecer nossa proposta de vivências integradas na natureza visite nosso website!

PUBLICAÇÃO SIMULTÂNEA NO BLOG [RH EM HOSPITALIDADE] E NO WEBSITE OUTRO LADO DA NOTÍCIA.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Quando o inimigo está dentro de casa

Por: Cristiane Correa, Portal Exame

Conversei hoje cedo com um alto executivo que mudou de emprego recentemente. Ele deixou para trás uma empresa em que a competição interna era altamente estimulada pela administração e agora trabalha em uma companhia que valoriza o trabalho em grupo. Para ele, acostumado a tocar seus principais projetos quase em segredo para não ser sabotado por alguns "colegas", a mudança está sendo dramática. "Gosto de competição, mas o ambiente em que eu vivia era nocivo. Era tanta disputa interna que todo mundo acabava perdendo, inclusive a própria empresa. De repente, nossos inimigos estavam dentro de casa e não lá fora, no mercado", ele me disse.

Saí do escritório dele pensando nisso. Será que estimular a competição interna é a melhor forma de gerir uma empresa? É evidente que algumas conseguem ótimos resultados com esse estilo (a AmBev é um dos melhores exemplos). Ao tirar as pessoas de sua natural zona de conforto e incitar um certo embate entre elas, muitas companhias conseguem gerar a tensão necessária para colocá-las em movimento. Por outro lado, tentar eliminar totalmente a competição interna é não apenas uma perda de tempo (é da natureza humana entrar em disputas) como também inócuo. Certa vez um especialista me disse que um dos maiores perigos que uma empresa pode enfrentar é viver a "síndrome da equipe apaixonada" -- o pessoal se dá tão bem, tão bem que ninguém questiona, ninguém critica, ninguém cutuca. É quase como um antigo bando de hippies transposto para o mundo corporativo -- e nesse clima paz e amor é mais comum que prospere a letargia que o progresso.

Encorajar a competição interna é mesmo inevitável? Qual o limite disso? Na empresa onde você trabalha as pessoas se "matam" ou conseguem trabalhar em conjunto para atingir objetivos maiores?

WORKSHOP GEOPARQUE Estratégia de Geoconservaçãoe Projetos Educacionais

O conceito de Geoparque é ainda novo no Brasil e pouco conhecido, apesar do grande potencial de sítios geológicos e paleontológicos. Com a criação da Rede Global de Geoparquespela Unesco em 2004, o interesse na criação e implementação de geoparques tem crescido muito e há ainda muitas dúvidas sobre este processo.

Um aspecto pouco abordado são os projetos educacionais, que devem ser priorizados entre as atividades previstas num geoparque. No sentido de enriquecer as discussões sobre o tema, é proposta a realização do presente workshop.

Este workshop pretende estabelecer um novo paradigma educacional e de pesquisa na universidade brasileira, além da multidisciplinaridade do tema e a valorização do papel das Ciências da Terra para a sociedade.

A participação é aberta aos profissionais das Geociências, e também aos arquitetos, turismólogos, historiadores, biólogos, ecólogos, geógrafos e demais profissionais e estudantes interessados no assunto.

Confira aqui o programa do evento (PDF)!

Hôtelier News - ABIH-SC divulga detalhes sobre o Ecatur 2009

Acontece entre 25 e 27 de junho o Ecatur 2009. Encontro Catarinense de Turismo, a ser realizado no Costão do Santinho, em Santa Catarina. O eixo central das discussões será o tema Demandas para um Turismo de Qualidade, o qual vai abordar os problemas que atrapalham o desenvolvimento do turismo em Santa Catarina.

A palestra de abertura acontece no dia 26 e será ministrada por Caio Luiz de Carvalho, ex-ministro de Esporte e Turismo e atual presidente da SPTuris, que vai falar sobre o tema proposto. No dia 27 ocorre o Encontro do Trade, no qual representantes do setor também vão realizar um debate sobre o assunto com representes da Santa Catarina Turismo - Santur.

Notícia completa: Hôtelier News - ABIH-SC divulga detalhes sobre o <i>Ecatur 2009</i>

Graffit | Viagens & Projetos Turísticos

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Redefinindo o Luxo de Viajar